Novo patamar de inteligência artificial é empregado em jogo de xadrez

O xadrez é um jogo que não é considerado fácil para os padrões de pensamento humano. São poucos os bem-sucedidos neste jogo, que requer muita perícia e estratégia em cada movimento realizado no tabuleiro, com anos de dedicação dos jogadores. Mas, para a IA – Inteligência Artificial, esse domínio demora apenas poucas horas para ser alcançado, sendo impossível de mensurar com a capacidade humana. O novo IA criado pelo Google é capaz de superar a IA mais avançada em análise de jogo de xadrez, o Stockfish. O novo IA, chamado de AlphaZero, tem a capacidade sobre-humana de dominar o jogo, precisando de apenas 4 horas para conseguir buscar esse resultado.

Todo a gama de conhecimento adquirida pela humanidade sobre o xadrez, foi superado por essa nova IA utilizando o tempo que se gasta para ir de Nova Iorque a Washington, DC. Em uma sequência de 100 jogos consecutivos realizados entre o AlphaZero e o Stockfish, o AlphaZero ganhou 25 vezes utilizando as peças brancas, e ganhou três utilizando as peças pretas. As outras disputas terminaram empatadas.

“Agora sabemos quem é o nosso novo senhor. Sem dúvida, irá revolucionar o jogo, mas pense como isso poderia ser aplicado fora do xadrez. Este algoritmo poderia gerir cidades, continentes, universos”, explicou David Kramaley, pesquisador de xadrez e CEO do site de ciência do xadrez, Chessable.

Criado por DeepMind do Google, o AlphaZero acabou se tornando uma versão genérica do antigo AlphaGo Zero, uma IA especializada no jogo de tabuleiro Go, um famoso jogo chinês. A DeepMind vem cada vez aprimorando mais o AlphaZero ao longo do anos, e tem alcançado números acima da expectativa, vencendo os maiores campeões humanos em atividade.

Essa grande sequência de vitórias experimentada pelo AlphaZero, fez essa IA tornar-se uma versão nova de inteligência autônoma, com o poder de aprender sem a necessidade de seres humanos.

“É como uma civilização alienígena inventando sua própria matemática”, de acordo com Nick Hynes, cientista da computação do MIT – Instituto de Tecnologia de Massachusetts, veiculado no portal de notícias Gizmodo em outubro deste ano. “O que estamos vendo aqui é um modelo livre de preconceitos humanos e pressupostos, que de fato pode ser mais matizado do que nossas próprias concepções do mesmo”.