Especialistas dizem que a previsão para 2018 é de 1,3 bilhão de vagas abertas

Aos poucos a economia vem reagindo e os empregos voltam a aparecer após uma recessão que durou dois anos, a recuperação é lenta e gradual. O mercado informal colaborou com a redução do desemprego no ano passado, e em 2018 se repetirá junto da melhora no mercado formal.

O avanço no Produto Interno Bruto – PIB, fará com que a geração de empregos se mantenha em crescimento em 2018, porém com alguns desafios no caminho.

O economista Bruno Ottoni, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas tem uma previsão de que em 2018 haverá uma geração de vagas líquidas formais de 514 mil e em 2019 esse número sobe para 771 mil postos de trabalho. Os dados mostram que as admissões irão superar as demissões em 1,3 milhão de postos na soma dos dois anos e a formalização dará sinal de crescimento.

Mais do que qualquer outro componente da economia, a recuperação do mercado de trabalho anda lenta. É indispensável que o ritmo da economia se mantenha em crescimento para as empresas terem estímulos em investimentos, e a geração de empregos depende dessa confiança.

O consumo vem melhorando progressivamente devido a desaceleração e queda dos juros e da inflação. É fundamental o aumento na procura para que as famílias consumam bens e serviços e estimulem as indústrias no aumento da produção como consequência.

Existem também algumas pessoas que possuem condições de trabalhar, porém não procuram uma ocupação, ou seja, os trabalhadores potenciais que atualmente chegam a 7,5 milhões de pessoas. Esse é outro fator que condiciona o equilíbrio fiscal.

O consumo será responsável em dizer onde surgirão os empregos no ano que vem. A inflação e os juros estão em pisos históricos, o que favorece a demanda de bens e serviços com uma expectativa de uma grande geração de vagas com ligação aos gastos familiares. As novas modalidades de emprego serão beneficiadas até o ano que vem devido a reforma trabalhista. Porém não existe um consenso sobre o que esse impacto irá gerar com a reforma. Os questionamentos e críticas geram incertezas nas novas leis.